segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Floripa, papeis, concursos, PSS, Indignação...

Murphy presente na minha vida, sempre! Eu já havia previsto que a entrega da minha dissertação coincidiria com as inscrições para o PSS e com um teste seletivo que vou fazer no início do próximo mês. Sendo assim, correria, um mundo de papeis, burocracia, autentica ali, xeroca ali, encaderna mais de 100 páginas de currículo. O Lattes existe, mas se não comprovar com certificados e cópias dos artigos ali descritos ele não vale nada. Enfim, quase 140 páginas de currículo que certamente irão parar no lixo. Cadê a tecnologia digital? Cadê o cuidado com o meio ambiente? Perdeu-se em meio a tantos cursos da área ambiental, dentre eles a geografia?

Relatando a Burocracia.
Viajar aproximadamente 1200 km em 24 horas e dentro destas  horas, entregar a dissertação na biblioteca, na secretaria, no centro, matar a saudade das amigas da Ilha e mostrar Floripa a um amigo de campo e laboratório que topou encarar essa jornada comigo. Será que ele está de olho no doutorado por lá?
Parte 1 na Ilha da Burocracia.
Após quase ir parar em Porto Alegre, sim! Nos perdemos, seguimos a 101 por Palhoça, erro primário do qual fui só  me dar conta quando vi o Cambirela (primeira e única montanha que subi de teimosa no primeiro ano que morei na Ilha) de um ângulo que só é possível quando se vai sentido Porto Alegre. Após pagar o pedágio duas vezes voltamos e seguimos pra Floripa.
Encontramos com Luisa e Carol, strogonoff na casa da Luisa e UFSC. Encontrei com meu orientador para pegar a carta de encaminhamento da dissertação para a secretaria, biblioteca e afins.
Adivinha? Secretaria fechada. Como assim? Horário de atendimento na porta e nenhum funcionário? Indignação... EU TENHO PRAZO PRA ENTREGAR A DISSSERTAÇÃO!
Vendo isso me apressei e levei a dissertação até a biblioteca, depois de meia hora dentro da biblioteca e após passar por um corredor fechado e cheio de entulhos achei o local onde foi efetuada a entrega. Ufa! Ainda na UFSC minha mãe me ligava de Guarapuava avisando que o núcleo de educação não aceitava minha pós e que por algum motivo obscuro o DIAP não queria entregar meu histórico nem meu atestado de matrícula a ela.
Enfurecida passei minha senha e meu R.A. para uma amiga resolver o problema do DIAP da UNICENTRO, felizmente era só fazer a matrícula (pra quem não sabe curso licenciatura em geo) e entregar o comprovante, A Janaina me salvou dessa roubada.
Mas ainda estava indignada com o Núcleo, como assim, não aceitar minha pós? O ‘’tipo’’ mestrado  a distância  oferecido pelo governo é aceito e um curso de mestrado cuja dissertação foi aprovada com louvor não vale nada? Pesquisei todo esse tempo pra nada? Revolta é pouco... Resolvi dormir na Ilha e correr no dia seguinte atrás de mais documentos da pós.
À noite ainda me sobrou forças pra tomar umas cervejinhas e comer um camarãozinho com as meninas no Campeche, ai que saudades eu estava daquelas loiras. Pós happy hour soninho merecido na Carol, há duas noites eu não dormia, dormi conversando com a Carol, rs.
No outro dia antes das 8:00 hras eu estava de pé. Como meu horário para pegar os documentos na UFSC era às 14 hras aproveitei esse tempo pra mostrar alguns pontos turísticos da Ilha pro Barbosa.
A temperatura estava perto dos 40°, sol forte, minha pressão baixou de mais, eu não conseguia conversar com o Barbosa, parecia que estava bêbada, sem contar que toda hora que eu levantava via estrelinhas pretas...
Enfim, City Tour pela cidade que foi palco de dois dos melhores anos da minha vida, e pra pressão baixa sempre existe um litro de Coca- Cola.
Passamos por Jurerê, Joaquina, Mole, Forte. Não havia tempo para o Sul da Ilha, meu local preferido. Eu coloquei a parte de cima do biquíni e uma bermuda para os turistas não acharem que eu era um extra- terrestre na praia. Se não fosse a cor branco leite eu teria disfarçado bem de garota de praia.
Almoçamos no Forte e UFSC de novo. A secretaria ainda fechada. Xeroquei os documentos com meu orientador, deixei as outras duas cópias da dissertação para que ele entregue quando o funcionamento na universidade voltar ao normal.
Segui viagem para o Paraná com a esperança de que as coisas voltem ao normal depois do carnaval. Brasil, Brasil...
Cheguei à noite em Guarapuava dormi por 12 horas seguidas, acordei arrumei a papelada do concurso e segui para o Núcleo de Educação saber o motivo de não aceitarem minha pós.
Chegando ao núcleo, literalmente rodei a baiana quando ouvi uma das funcionárias dizendo que a pós não poderia ser aceita porque eu não havia concluído o curso. Levantei da mesa onde estava com o certificado original de conclusão nas mãos perguntei se ela não sabia ler, indicando com o dedo mostrei o que estava escrito... ''curso concluído com defesa de dissertação''. Além disso, apresentei a cópia de entrega da dissertação na biblioteca, trouxe mais esta carta na manga de Floripa. Enfim, consegui fazer a inscrição pro PSS e para o concurso da UNICENTRO. No final de semana fugi de papeis e aproveitando que fiquei sem internet por conta dos raios dormi horas, horas e horas... Ainda bem que no fim deu tudo certo!

Um comentário:

  1. Então, esse nosso esperado PSS, que estou esperando com os papeis na mão desde o ano passado é uma bosta.
    Em 2009 eu tive que pagar 20 reais de sedex, com o nucleo de ensino do lado de casa, por que eles não aceitavam os papeis pessoalmente, tinha que ser por correio.
    Em 2010, eu estando em SP, a regra mudou, e é preciso ir pessoalmente no nucleo entregar a papelada, sem chances de enviar por correiro. Resultado, não poderei dar aula no Estado!! Merda!!!

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