quarta-feira, 3 de março de 2010

Continuando

...E após ter passado pela local dos estudos de Waichel, um dos autores que norteou minha pesquisa e visto as lavas em corda as brechas peperíticas (sedimento que entrou em contato com a lava quando ambos estavam em estado líquido)... eu e Pedro saímos de Toledo e rumamos para Guarapuava onde ficamos por dois dias para conhecer o setor Cascavel e o Salto São Francisco antes de seguir viagem até as cachoeiras gigantes de Prudentóplois, Canyon Guartelá, Tibagi e Ponta Grossa.
Brecha Peperíticas. Foto: Pedro Hauck  Marca da lava sobre os sedimentos: Foto: Eliza Tratz
As cachoeiras Gigantes:
 Começamos a viagem na maior das cachoeiras, O Salto São Francisco, uma queda de água de 196 metros de altura localizada na divisa entre os municípios de Guarapuava, Turvo e Prudentópolis. A queda de água é resultado do falhamento que divide o 2° do 3° planalto paranaense.
No local é possível observar a interação entre as lavas do vulcanismo Mesozóico com os sedimentos eólicos do paleodeserto Botucatu. A sedimentação do Botucatu ocorreu concomitante ao evento magmático por isso, na queda d’água observa-se três derrames de basalto quais interdigitam-se com os pacotes de arenito.
Uma pena que no dia que visitamos o salto o tempo estava nublado e parte do tempo o salto São Francisco estava encoberto pelas nuvens.

Salto São Francisco


Descendo a serra da Esperança - De encontro às cachoeiras gigantes de Prudentópolis: Escolhemos três saltos para visitar, Salto Sete, Salto São João e Salto Barão.
O primeiro salto que visitamos foi o 7, uma queda de água de aproximadamente 100 metros de altura linda a qual verte pelas rochas da Formação Teresina, aliás, antes de chegar na cachoeira paredes lindas e escaláveis com direito a tetos, quem topa escalar em folhelhos?
Salto Sete
Do salto 7 seguimos para o São João onde presenciamos um por do sol incrível, luz e sombra na cachoeira. Após trilhas, lama e carro atolado optamos por dormir em Prudentópolis e conhecer o salto barão no dia seguinte.
Salto São João, um espetáculo de luz e sombra na cachoeira.
Neste salto uma surpresa, da última vez em que estive por lá a região passava por intensa seca e a cachoeira havia quase desaparecido. Desta vez, o cenário foi outro, muita água tanto que a Copel abriu as comportas da usina. Do barão pegamos a estrada novamente até o canyon Guartelá. Agora nos arenitos devonianos. Fizemos uma viagem no tempo geológico também. A primeira e a segunda imagem mostram o Barão no período de seca em 2003.
Desta vez o barão com imensa vazão.
 O Canyon Guartelá foi visto de dois locais diferentes, da área do parque onde fizemos por livre e espontânea opressão a trilha simples, uma vez que as demais trilhas somente podem ser feitas com o acompanhamento de guias.
Após o passeio de jardim, a qual chamo irônicamente a trilha simples do parque seguimos até a fazenda São Damazio, maravilhosa a vista de lá!! Melhor ângulo para a visualização do canyon e paredes imensas de rochas limpa e negativa, perfeita para escalada se nelas tivessem vias. Embora tenhamos encontrados duas vias as paredes mais bonitas continuam virgens, local impressionante com possibilidade para abertura de vias de até três cordadas.
No dia seguinte chuva, abortamos a volta à Fazenda São Damázio e seguimos para Ponta Grossa o bom e velho Setor Macarrão. Não escalei quase nada, estou escalando muito mal, pra não dizer que não fiz nada entrei na via granitinho carijó e subi até a 3° costura da mantecol para fotografar o Pedro.
Dormimos na casa da Malu e do Binho e no dia seguinte voltamos ao setor, uma escaladinha básica de despedida na via mango pêra e volta pra casa. Vida Real... Malu e Binho, obrigada mais uma vez!
Paredes na Fazenda São Damázio.

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