quarta-feira, 2 de março de 2011

Cachoeira da Fumaça e Pai Inácio

     Depois de voltar do Pratinha ,escalamos mais um dia em Lençóis e decidimos que era hora de rumar para o Vale do Capão, passando pelo Pai Inácio, Cachoeira da Fumaça e fazendo a travessia do Vale do Pati.
     Começamos pelo Pai Inácio, e algumas pessoas que me desculpem, mas ele é muito, muito, mais bonito visto de baixo, em minha opinião, é claro. Enfim, subimos o Pai Inácio, caminhada leve de 10 minutos, nenhuma cobra na trilha...  Chegando ao cume, orquídeas muito bonitas, vista para o Camelo, Mãe Inácio e claro, para a rodovia, para a antena.  Eu confesso, senti falta de uma natureza mais bruta. Enfim, Eliza, eu costumo ser do contra mesmo. Do Pai Inácio seguimos para a cachoeira da fumaça.

A cachoeira da Fumaça e minha aversão por guias.

       Foi exatamente quando nos preparávamos para conhecer a cachoeira da Fumaça que passei a ter aversão por ‘’guias’’.

Resumo de algumas conversas pra entender melhor:

- É fácil chegar na cachoeira da fumaça?
- Complicado, várias encruzilhadas, fácil de se perder, dura a trilha.
Eu já estava decidida, não queria guia, imaginava o exagero das informações.
Com informações assim, saímos de Lençóis para o Vale do Capão, cidade de Caeté Açu.
       Em Caeté as informações não foram diferentes, exceto a informação de um artista uruguaio que nos disse, a trilha tem anos, é muito bem demarcada, leia-se: Avenida, só tocar reto.
     Com certeza seguimos o conselho deste artista e não teve erro, bastou 1:20 h na trilha pra chegarmos na  cachoeira da Fumaça, quase metade do tempo previsto para a caminhada na entrada no parque. O detalhe é que se atrasássemos 10 minutos a mais nossa entrada seria negada por segurança, já era quase 1 hora da tarde quando chegamos.

Enfim, a cachoeira.

        Linda! 340 metros de queda livre, suas águas não chegam a tocar o poço se transformando em vapor com aparência de fumaça, como sugere o nome. Na trilha, as primaveras tingiam de roxo a vegetação típica de cerrado, junto às primaveras outras flores lilases, rosas, amarelas, as famosas bromélias vermelhas e algumas flores pequeninas de azul intenso. Sem dúvida, uma bela paisagem, pra encher os olhos.
      Quanto ao grau de dificuldade da trilha: Pagar um Anhangava no início, 350 metros de desnível, e seguir o restante dos 6 ou 7 Kms em terreno muito plano. Gastamos 1 hora da cachoeira até a entrada do Parque pra voltar.
Da cachoeira da Fumaça procuramos um camping onde dormiríamos para fazer o Pati no dia seguinte. Porém, aconteceu um festival de Jazz no Vale do Capão, isso encantou o grupo, acabamos ficando mais um dia no Vale.

      Quem me conhece sabe, odeio agito e aglomeração. Dei uma passada de 15 minutos no festival, azeda a ponto de não pentear o cabelo, comi alguma coisa e voltei pra barraca, estava certa que nossa ida ao Pati atrasaria em um dia, e atrasou.       Me enfurnei na barraca e aproveitei pra descansar. Com toda certeza, o Vale do Capão foi o que menos curti. Eliza, velha, careta, chata e rabugenta. 
     Aos meus parceiros de viagem, mil desculpas pelo humor negro. Eu só posso garantir uma coisa, quando eu tiver 40 anos às coisas vão piorar, e muito, hehehehe. Enfim, um dia de descanso que eu não quis, mas, que meu corpo pedia, afinal estávamos caminhando bons Kms diariamente. Mais uma noite bem dormida no Vale do Capão e a tão esperada Travessia do Vale do Pati.

Morro do Pai Inácio - Foto: Eliza Tratz


Morro do Pai Inácio - Foto: Eliza Tratz
 Vista do Pai Inácio com a Malu brincando, (rs) - Foto: Fábio Barros - (Binho)
Escalada industrial - Um torre no Pai Inácio.
 Essa foto nenhuma agência de turismo coloca.
Foto: Cleverson  Delinski - Toco.



A cachoeira da Fumaça
 Primaveras floridas na trilha.
Do platô suspenso da cachoeira - Foto: Binho
 A cachoeira: Foto: Malu - Li Massuqueto
  A cachoeira: Foto: Malu - Li Massuqueto



     

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