domingo, 8 de maio de 2011

Bate e Volta no Pico Paraná.


 Começo o post falando de uma lesão que ganhei entrando em uma via mais fortinha, digamos que um númerozinho e algumas letras a mais que minha atual estrutura muscular pode suportar.  Ou seja, passei o crux e ganhei uma distensão muscular. Tentei escalar alguma coisa, mas fui vencida pela dor. Ou seja, além de aquecer é muito importante ir com calma nas escaladas, cada grau no sem tempo.
Mas, Eliza costuma ter bicho carpinteiro, ignorou o descanso e não pensou duas vezes em aceitar o convite de Rodrigo pra fazer o Pico Paraná de ataque no sábado.  Ah, e a perna com distensão? Sim! Doía, mas como teimosia é meu segundo nome sábado às 06:30 da manhã  Rodrigo me pegou em casa pra fazer o PP.
 Enrolamos no café, depois conversando com  Dilson e adivinha o que perdemos entre uma conversa e outra? Nada mais nada menos que o sol.  A agonia com o calor já na subida para o Getúlio cheirava a chuva, mas não disse nada. Chegando à trilha que leva ao Pico Paraná não deu outra, choveu.  Um pessoal desistindo do cume, outras pessoas mudando a rota, enfim, quem está no inferno abraça o capeta!
Prosseguimos. A esperança de ter cume com sol diminuía com os pingos de chuva que caiam mais forte.  A nuvem estava parada.  Pra piorar um banho de caratuvas, dor latejante na perna e algumas fisgadas.  Ignorei tudo, dor, frio e foquei no objetivo. Cume nem que seja abaixo de tempestade! Chegando perto do cume, as nuvens começaram a baixar, mas não o suficiênte pra ter visibilidade de alguma coisa.  Assim fizemos cume, nas nuvens. 
No cume, torcemos as meias encharcadas. Eu troquei as salompas da perna, tomei minha coca-cola, comi meus sanduiches, chocolate. Cheguei a cochilar uns minutos lá em cima. Em alguns momentos pudemos sentir o calor do sol por entre as nuvens.
Decidimos partir, hora de voltar pra casa.  Depois de 10 minutos de caminhada o sol apareceu tímido e foi ganhando força, presenteando as pessoas que subiam naquele momento. Quem ficou pra dormir certamente pegou sol e mar de nuvens no domingo. 
Descemos com sol, paramos no Getulio pra se empanturrar de chocolate e lagartear um pouco.   De lá pra casa. PP de ataque, sem precisar das 11 horas, tempo médio estimado pra trilha segundo o Dilson. Aliás, dá até agonia de lembrar da cara do Dilson olhando o relógio. Rodrigo, valeu pela parceria, que venha o Crista!
No pain, no gain. 
Cume
viva as salompas!
 ...
tempo abrindo


Lindo!

mar de nuvens...
...
e no final da trilha, o tempo abriu completamente...





2 comentários:

  1. Eliza,é ruim se machucar,né? Eu também faz tempo que estou machucada. Mas de um jeito ou de outro a gente arruma nem que seja para caminhar na montanha,não é mesmo? Com sol é lindo mas também é bom com chuva!
    Inté!

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  2. legal achei muito interessante seu blog parabens/forte abraço, renato artesanato em mdf

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